Um pouquinho de história:

O 44 escritos surgiu de uma encomenda feita por um casal de São Paulo. “Topa criar uma aula à distância pra que a gente volte a se escutar na profundidade?”  O sim foi dito com medo, alegria, imensa ternura pela oportunidade de abismo. Foram quase dois meses de exercícios de escrita, escuta ativa, empatia, delicadeza, livros, linguagem do afeto, mergulhos no mar que habita o peito, profundo auto-descobrimento. E as duas pessoas se reencontraram dentro do próprio amor. Através das palavras desenhadas no papel, do exercício de autonomia afetiva, de um desmanual da escrita feito de abraço.

Aprendemos que amor não fenece. Só modifica, aumenta. Derrama. E decidimos abrir o coração pra que outros escribas possam descobrir: escrever enlarguece horizontes, destrava imaginação, cola caquinhos. Cura.

Assim, o 44 escritos virou um projeto de escrita individual e coletivo, on e off line, uma jornada criativa, um jeito de tirar do teu peito todas aquelas palavras que ainda te impedem de virar mar. Que aliás, está com vagas abertas. Vem.

 

Como funciona:

Durante 44 dias, recebes via grupo de whatsaap um exercício de escrita. Vez em quando, é abismo. Ou gargalhada. Sempre um empurrãozinho pra te tirar da inércia. O grupo serve também para tirar dúvidas, pedir socorro criativo, dividir um sonho e um medo. Jamais pra bom dia, corrente, frases vazias.

Depois do exercício 44, tu envias por e-mail todos os textos produzidos durante a jornada. Pra que eles sejam transformados em um desmanual da escrita artesanal com comentários da Cris Lisbôa, a capitã deste barco. Em TODAS as páginas. Con las manos.

 

“Tem coisa que só sai da gente por escrito.” Essa frase ficou pipocando na minha cabeça enquanto passava por uma fase no casamento em que nenhuma DR parecia dar conta. Chamei a Cris, ela fez a proposta e aqui estamos, juntos no 44. Colocando pra fora amor, dor, coisas bonitas e feias (e nem sempre lembrando de não usar adjetivos). São exercícios, provocações, risadas, fungadas, respiros. No caderno e no Whatsapp. Escrever tem sido transformador não só pra esse momento da relação, mas pra mim mesma, num mergulho. Se eu fosse vocês, mergulhava também.” Larissa Langer Magrisso.

 

 

 

“Pra mim foi um desafio imenso, porque comecei achando que ia conseguir reservar um tempo todo dia, com calma, em que sentaria plena na minha escrivaninha e conseguiria fazer tudo com calma. Mas a vida não é bem assim. O tempo foi passando e eu percebi que tinha que escrever onde desse. Em um intervalo no trabalho, uma escapulida para o café do lado, no metrô, com o que tivesse à mão, celular, caderno, pedaço de papel. Coisas lindas surgiram da alegria de alegria de simplesmente estar escrevendo. Quando eu perdia o bonde, deixava acumular alguns exercícios, vinha logo um desânimo, achando que podia estar tudo ruim. Aí lia e ficava orgulhosa, eu consigo escrever coisas bonitas mesmo sem pensar muito. Obrigada pelo curso, pela disponibilidade, pelos conselhos de matar o nosso censor interno e se divertir. “Obrigada mesmo.” Priscilla Brito

“Participar foi me permitir chegar mais perto do que eu sonhava ser, foi reaprender a escrever e a ler as minhas palavras. Mudou minha confiança, agora maior, e minha relação com os adjetivos, um antigo vício textual. Tive medo de me abrir nos textos sabendo que seriam lidos depois, e por alguém com propriedade para falar de escrita, mas o caminho para vencer esse medo foi o que fez da experiência tão incrível. Agora eu serei mais confiante no meu potencial, mais corajosa em dividir o que penso e mais frequente em produzir textos. Serei mais livre para escrever, mais amorosa na autocrítica e mais aberta à novas oportunidades e temas.” Maria Carolina Treitler

 

 

 

Um perfume leve do que é o desmanual.


 

 

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